quarta-feira, 4 de novembro de 2015

ESPAÇO FOCA Nº 13 - Kessy Christine

Foto: Arquivo pessoal/Kessy Christine

Chegou a vez de Kessy Christine, 23 anos, ser a entrevistada do Espaço Foca. Cursando o 8º semestre de Jornalismo na UNG (Universidade de Guarulhos), a futura jornalista que está aliviada por ter entregue, há poucos dias, o “tenebroso” TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), é muito focada e determinada, além de ser um pouco teimosa.

Kessy costuma praticar esportes e o que ela mais gosta é o “Telespectadorismo”, ou seja, assiste a todos (aliás, o editor deste blog também é adepto deste esporte). Piscinana com ascendente em câncer, a foca diz ver muito das características desses signos em sua personalidade, apesar de não crer muito nisso. A nossa colega foca costuma buscar nos livros, filmes, internet ou nos famosos “rolês” com os amigos, o ar e a distração que todo jornalista precisa, quando não está “respirando o jornalismo”.

Confira abaixo a entrevista na íntegra e conheça mais dessa futura colega de profissão:

100C - Porque o jornalismo?
KC - O Jornalismo me escolheu. Não sei explicar o motivo disso, só que desde criança eu falo em ser jornalista e nunca me vi cursando outra coisa.

100C - Você está estagiando? Se estiver, fale onde e o que faz e por onde já estagiou.
KC - Faço estágio no Departamento de Comunicação da Prefeitura de Arujá.

100C - Durante esse tempo de estágio como você avalia o jornalismo? É exatamente o que você esperava?
KC - É mais do que eu esperava, ainda mais porque na Prefeitura eu lido diariamente com a assessoria de imprensa, que é uma área que eu nunca tinha levado como possibilidade de seguir, sabe? E mesmo que o modelo seja um pouco mais fechado, diferente das redações em geral, a gente nunca tem uma rotina. Acho que isso é o que mais me encanta no jornalismo: uma hora falar sobre futebol e na outra sobre economia, por exemplo.

100C - Se possível, destaque três colegas de universidade que você admira e que acredita que terão futuro no jornalismo?
KC - Que tarefa difícil. Consigo destacar uns 5: Bruno Martins, que hoje é repórter do jornal O Ouvidor, em Santa Isabel, Jéssica Silva, Dayane Bárbara, Mariana Fridman, Ruana Priscila, Ana Laura Soares...

100C - Como você avalia o seu curso? A universidade está bem estruturada e oferece uma qualidade de ensino adequada? Por quê?
KC - Confesso que no começo eu ficava meio com o pé atrás. Embora a UnG tenha um nome na região e um bom conceito, como todo calouro eu tinha medo dessa falta de representatividade no mercado influenciasse em algo no meu futuro. Mas hoje, concluindo o curso, eu vejo que não tenho que reclamar. A universidade não me deixou em falta com nada, seja em estrutura ou ensino. Até mesmo por isso foi difícil elencar os colegas na questão acima.

100C - Você tem alguma sugestão para o 100 Comunicação?
KC - Só continue propagando e valorizando a nossa profissão, por favor, rs

100C - Pelas conversas que vocês alunos têm em sala de aula, na sua opinião, qual é a maior dificuldade e o que mais é agradável dentro do jornalismo para os futuros jornalistas que ainda estão em formação?
KC - É um consenso entre os alunos que entrar na área é bem difícil, então essa é a maior dificuldade que a gente aponta, ainda mais com o mercado do jeito que tá. Mas o mais agradável é que foca é muito corajoso. Por sermos recém formados, a gente mete a cara, não tem medo, quer aprender de tudo até encontrar o "nosso lugar", então isso é um ponto muito positivo.

100C - Você tem algum trabalho paralelo ao jornalismo? (ex.: blog, freela, entre outros)
KC - O TCC rendeu um Vlog comandado por mim e pela Jéssica Silva. No momento a gente só conta um passo a passo de tudo o que fizemos, mas a ideia é expandir o canal no Youtube e produzir bastante conteúdo audiovisual, que é a área que a gente mais se sente à vontade (embora as duas também gostem muito de escrever). Os dois eps que produzimos por enquanto podem ser acessados aqui: https://www.youtube.com/channel/UCAhhJM0e11eI13VAg720ydQ

Foto: Arquivo pessoal/Kessy Christine

Perguntas para quebrar o gelo:

100C - O que é pior, se formar em um curso onde o diploma está sem moral nenhuma ou sobreviver com o salário de estagiário?
KC - Ah, eu não vejo lado negativo em nenhuma das coisas, rs. O meu salário de estagiário tem dado conta das minhas necessidades. Como eu moro com minha mãe e tenho total apoio e incentivo dos meus pais, quando a coisa aperta eles sempre dão aquele help salvador. E quando eu entrei na faculdade de jornalismo já existia essa questão do diploma, então não posso reclamar disso. A esperança é que o diploma volte a ser reconhecido, porque nós que estamos em formação, e quem já é formado reconhece a importância do curso na nossa vida profissional e sabe que, sim, o jornalismo se aprende na prática, mas que tem muita coisa que vem da sala de aula que faz muita diferença na hora de se exercer de forma adequada a profissão.

100C - Em se tratando de jornalismo, onde você aprende mais, na Universidade ou na prática? Por quê?
KC - Eu procuro alinhar as duas coisas: pegar o conteúdo que aprendo em sala de aula e trazer pro meu dia a dia no estágio.

100C - Como você avalia esse espaço que foi criado pelo 100C voltado para os alunos de Jornalismo?
KC - É muito bom. Quando a gente pensa em fazer faculdade, seja qual for o curso, surgem inúmeras dúvidas e ninguém melhor que os próprios estudantes pra sana-las.

Ping-Pong

100C - Time
KC - Corinthians no futebol, Chicago Bulls no basquete (meus esportes preferidos, rs)

100C - Sonho
KC - Viajar o mundo cobrindo esportes.

100C - Jornalismo
KC - Hoje a minha vida está toda em torno do jornalismo. É mais do que minha profissão. Foi graças ao jornalismo que eu conheci tanta gente legal e que hoje faz parte do meu cotidiano, sem contar os profissionais que tenho a honra de conhecer e conviver diariamente. É uma missão, talvez. Uma parte do que eu sou.

100C - 100Comunicação
KC - Uma iniciativa muito legal

100C - Passado
KC - Não volta, e serviu de lição

100C - Presente
KC - A melhor fase da minha vida, até aqui

100C - Futuro
KC - Clichê, mas o futuro é uma surpresa

100C - Livro
KC - Não tem nenhuma relação com jornalismo, mas Harry Potter e a Pedra Filosofal é o livro mais marcante da minha vida

100C - Música
KC - Eu, definitivamente, ouço de tudo, desde rock à moda de viola.

100C - Deixe um recado para os seus amigos focas que estão sonhando em ingressar nesta no jornalismo.
KC - Faça o que você gosta e, se o jornalismo tiver nessa lista, todas as dificuldades serão banais, pois no final, tudo vai valer a pena.

100C - Deixe três sugestões de focas que você gostaria de ver nesta seção:
KC - Pode falar com todos os que eu disse acima: Jéssica Silva, Dayane Bárbara, Mariana Fridman, Ruana Priscila, Ana Laura Soares...

CONFIRA todas as entrevistas do Espaço Foca, clicando AQUI!!!

CINECLUBE VLADMIR HERZOG REABRE APÓS 30 ANOS

João Luiz participou do cineclube em 1970 e, 
atualmente, é o coordenador deste recomeço
Foto: Vitor Ribeiro

No dia 24 de novembro de 2015, às 19 horas, o Cineclube Vladmir Herzog volta a exibir filmes históricos, após um um período de 30 anos. Será no auditório que leva o nome do jornalista assassinado pela ditadura militar, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Como não poderia ser diferente, a reinauguração será com o filme-documentário sobre o próprio Vladimir Herzog. A segunda sessão pública, no dia 8 de dezembro, trará o documentário sobre Carlos Marighela, no mesmo espaço de tantas lutas democráticas e históricas. As projeções ocorrerão todas as terças-feiras, exceto em feriados.

Para  João Luiz de Brito Neto, um dos participantes do cineclube do Sindicato em 1970 e coordenador do atual, a volta representa um movimento importante para a cidade. "Eu fiquei extremamente feliz. Reencontrei no Sindicato alguns jornalistas que me reconheceram do tempo que exibia os filmes. Decidimos organizar um grupo para retomar a exibição de filmes no Sindicato. Eu vejo novamente ela poderá ser uma sala marcante de exibição cinematográfica em São Paulo".

O Cineclube Vladimir Herzog teve um papel importantíssimo na resistência à ditadura e na luta pela redemocratização do país. Filmes como "O Homem que Virou Suco" chegaram a um imenso público a partir das sessões realizadas no auditório Vladimir Herzog, do Sindicato.

A dispersão que caracterizou o período inicial da redemocratização terminou por tirar forças do cineclube, pois muitos de seus membros atiraram-se na atividade frenética de fundação de partidos, sindicatos, centrais sindicais e organizações de luta.

Algumas iniciativas foram tentadas de retomada do cineclube, porém, terminaram por não vingar. Agora, um novo momento se abre, em que a luta pela democracia ganha enorme importância.

Manifestações que pedem golpe militar e instauração de ditadura exigem de jornalistas, cineclubistas, arquitetos, artistas, intelectuais, estudantes e trabalhadores uma tomada de posição clara. O Cineclube Vladimir Herzog, pelo próprio nome, já assume abertamente a luta pela democracia.

Nas telas passarão a realidade brasileira. Nos debates após os filmes, essa realidade será discutida, criticada e tomada como ponto de partida para ações concretas em defesa do Estado de Direito e do Estado Democrático.

O auditório Vladimir Herzog está localizado na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, sito à Rua Rêgo Freitas, nº 530, sobreloja - República, São Paulo. Os interessados em obter mais informações, podem ligar para (11) 3217-6299.

Fonte: Sindicato dos Jornalistas/SP

FOTO DO DIA - Giancarlo Mecarrelli

(Clique na imagem para amplia-la)

Por várias vezes publicamos fotografias nesta seção dizendo que são verdadeiras obras de arte e que só falta a moldura, devido a beleza que as imagens retratam, mas nenhuma delas tem tanta "cara" de quadro como essa maravilha feita pelo Giancarlo Mecarrelli.

Antes de publicar essa imagem, buscamos alguma palavra digna de tanta beleza e perfeição, mas vamos ficar devendo, mas também não fará falta nenhuma, porque a foto fala por si só.

Parabéns Giancarlo Mecarreli.
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Este espaço tem como objetivo divulgar o trabalho dos profissionais da imagem, assim como, os amantes da fotografia, sendo assim, os interessados em participar da seção, basta enviar para o e-mail ronaldoreporter@gmail.com e publicaremos com o maior prazer!!!

MANCHETANDO - 04/11/2015


Confira o que os principais jornais semanais da região do Alto Tietê!

DIÁRIOS

Diário de Mogi
ÁREA CENTRAL DE MOGI VAI GANHAR 300 NOVAS ÁRVORES
http://www.odiariodemogi.inf.br/

Mogi News
EX-NAMORADO ESFAQUEIA GRÁVIDA
http://www.portalnews.com.br/

Diário do Alto Tietê
ESTADO GARANTE MUDANÇAS EM ESCOLAS SEM DEMISSÕES
http://www.portalnews.com.br/

Diário de Suzano
PROJETO VAI OBRIGAR ELEVADORES EM PRÉDIOS COM MAIS DE 2 ANDARES
http://www.diariodesuzano.com.br/

Oi Diário
E ROLOU A MAIOR FESTA DO ALTO TIETÊ
http://oidiario.com.br/

Folha Metropolitana
SEM ARTICULAÇÃO, CÂMARA REJEITA ORÇAMENTO IMPOSITIVO
http://folhametro.com.br/

Folha de São Paulo
ROMBO NO FUNDO DE PENSÃO DA PETROBRAS DISPARA 60%
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/

O Estado de São Paulo
CANDIDATOS A RELATOR VEEM INDÍCIOS DE QUEBRA DE DECORO DE CUNHA
http://www.estadao.com.br/

Diário de São Paulo
DINHEIRO DOS ATRASADOS DO INSS JÁ ESTÁ CAINDO NA CONTA
http://www.diariosp.com.br/

Agora São Paulo
CONFIRA QUAL O VALOR EXATO DA SEGUNDA PARCELA DO 13º DO INSS
http://www.agora.uol.com.br/

SEMANAIS

Jornal Popular
NENHUMA ESCOLA DA CIDADE FECHA, MAS 12 PASSARÃO PARA CICLO ÚNICO
http://jornalpopular.jor.br/

AT Notícias
"LIXÃO" DENUNCIA ABANDONO NO CEMITÉRIO DE FERRAZ
http://www.altotietenoticias.com.br/

A SEMANA
ESTUDO SOBRE ADEQUAÇÃO DE ESCOLAS SAI EM DEZEMBRO
http://www.asemana.com.br/

terça-feira, 3 de novembro de 2015

ZIMBÁBUE: Jornalistas são presos por matéria sobre caça de elefantes


Três jornalistas do Zimbábue foram presos, nesta terça-feira (03), após terem noticiado a ação de policiais e responsáveis de parques nacionais, que teriam envenenado cerca de 600 elefantes, por meio da água, com o objetivo de retirar as presas e, posteriormente, vender o marfim no mercado chinês.

 "Confirmamos a detenção de três jornalistas, situação que condenamos”, declarou à agência France Presse (AFP), Loughty Dube, diretor da organização não governamental Voluntary Media Council, do Zimbábue (uma organização de defesa da Imprensa). "[Isso] é desumano numa democracia e uma violação da Constituição [do País, que] garante a liberdade de expressão”, completou.

O chefe de redação do Sunday Mail, Mabasa Sasa, o responsável do jornal pelos inquéritos, Brian Chitemba, e o repórter Tinashe Farawo, foram levados para a esquadra central de Harare, segundo Loughty Dube. Questionada pela AFP, a polícia não quis comentar, indicando que divulgaria um comunicado ainda hoje.

Os jornalistas são acusados de terem publicado informações falsas na edição de domingo (1º), do Sunday Mail. Em nota, o jornal informou que um oficial da polícia e vários dos seus homens estavam sendo investigados, assim como responsáveis dos parques nacionais e um empresário asiático, por suspeita de envenenamento de pelo menos 60 elefantes, em vários incidentes separados.

Fonte: Terra

GISELE SANTOS NA SEÇÃO RAIO-X - Segunda-feira (09) - NÃO PERCAM!!!


Na próxima segunda-feira (09), a Seção Raio-X publica a entrevista com Gisele Santos (Assessoria de imprensa da Câmara de Poá/SP).

Essa colega que é super profissional e muito gente boa, nos deu o prazer de conceder essa entrevista, onde ela fala sobre a sua história no jornalismo e muito mais.

NÃO PERCAM!!!

LIGA DA IMPRENSA - Pâmela Queiroz


A Liga da Imprensa foi criada pelo 100C com o simples objetivo de homenagear os profissionais da área que têm horário para entrar nas redações e só Deus (além do editor-chefe) sabe a hora que vão sair. Foi uma forma que encontramos para exaltar fotógrafos, cinegrafistas e repórteres que, de forma guerreira e heroica (nos dias de hoje, trabalhar na rua está sendo uma aventura atrás da outra), saem em busca da notícia para levar aos telespectadores, leitores ou internautas.

A homenageada do dia é Pâmela Queiroz (Diário de Suzano), a nossa "Paladina da Justiça" que, guiando o seu Batmóvel, percorre as ruas da região na sua busca incansável pela notícia.

Para conferir todos os cards da Liga da Imprensa, basta clicar AQUI!!!

FOTO DO DIA - Márcia Quinhões

(Clique na imagem para amplia-la)

Sempre destacamos aqui o "olhar diferenciado" ou a "sensibilidade no olhar" que separam os tiradores de fotos para os fotógrafos, mas tem alguns profissionais que esbanjam técnica e qualidade, a ponto de nos encantar com determinadas fotografias.

O que a fotógrafa Márcia Quinhões fez neste registro é, simplesmente, magnífico e maravilhoso!!!

Parabéns Márcia por esta beleza de imagem, só temos a agradecer pelo seu trabalho e competência, pois essa fotografia é um verdadeiro presente que você deu a todos, a partir do momento em que a registrou.
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Este espaço tem como objetivo divulgar o trabalho dos profissionais da imagem, assim como, os amantes da fotografia, sendo assim, os interessados em participar da seção, basta enviar para o e-mail ronaldoreporter@gmail.com e publicaremos com o maior prazer!!!

MANCHETANDO - 03/11/2015


Confira o que os principais jornais semanais da região do Alto Tietê!

DIÁRIOS

Diário de Mogi
ACIDENTES EM AVENIDAS DA CIDADE TÊM REDUÇÃO
http://www.odiariodemogi.inf.br/

Mogi News
DOIS CANDIDATOS DISPUTAM O CARGO DE PRESIDENTE DA OAB
http://www.portalnews.com.br/

Diário do Alto Tietê
CETESB APLICA MULTAS A 114 INDÚSTRIAS EM 2015
http://www.portalnews.com.br/

Diário de Suzano
POLÍCIA DA REGIÃO PRENDE 16 PESSOAS A CADA 24H, APONTA SECRETARIA DE SP
http://www.diariodesuzano.com.br/

Oi Diário
O HOMEM DAS GRANDES IDEIAS
http://oidiario.com.br/

Folha Metropolitana
CONDENADO, INVESTIGADOR PODE ATÉ DEIXAR A PRISÃO
http://folhametro.com.br/

Folha de São Paulo
RUSSOMANNO LIDERA COM FOLGA CORRIDA À PREFEITURA DE SP
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/

O Estado de São Paulo
CONSELHO DE ÉTICA FACILITA ESCOLHA DE RELATOR PRÓ-CUNHA
http://www.estadao.com.br/

Diário de São Paulo
SAIBA COMO ALCANÇAR A FÓRMULA 85/95
http://www.diariosp.com.br/

Agora São Paulo
ESPERA POR ATRASADOS DO INSS PODE RENDER R$ 4.440 A MAIS
http://www.agora.uol.com.br/

SEMANAIS

Jornal Popular
NENHUMA ESCOLA DA CIDADE FECHA, MAS 12 PASSARÃO PARA CICLO ÚNICO
http://jornalpopular.jor.br/

AT Notícias
"LIXÃO" DENUNCIA ABANDONO NO CEMITÉRIO DE FERRAZ
http://www.altotietenoticias.com.br/

A SEMANA
ESTUDO SOBRE ADEQUAÇÃO DE ESCOLAS SAI EM DEZEMBRO
http://www.asemana.com.br/

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

SEÇÃO RAIO-X Nº 31 - Amarildo Augusto

Foto: Arquivo pessoal/Amarildo Augusto

O 100C tem o orgulho de apresentar a entrevista com esse grande “monstro” do jornalismo do alto Tietê/SP. O mogiano Amarildo Augusto, no alto dos seus 49 anos, ainda desfila com o seu conhecimento jornalístico para a alegria dos leitores do Jornal Popular (Itaquaquecetuba/SP) que têm a possibilidade de apreciar a notícia precisa e muito bem apurada.

Amarildo é um cara perfeccionista, exigente e quase sempre bem humorado, mas com os seus momentos de ranzinza também, além de estar sempre de bem com a vida, ou seja, como ele mesmo se define: “Um sujeito normal”. Você vai ter a oportunidade de conhecer mais deste camarada que é caseiro, mas que não recusa uma praia sempre que é possível.

Foto: Arquivo pessoal/Amarildo Augusto

Confira abaixo a entrevista na íntegra:

100C - Por que o jornalismo?
AA - Foi quase um acaso. Eu queria trabalhar no rádio, ser locutor. Entrei na Universidade Braz Cubas, em 1989, para fazer o curso de Rádio e TV, que foi fechado no semestre seguinte. Jornalismo foi a opção mais lógica. Me apaixonei.

100C - Qual foi a sua trajetória no jornalismo?
AA - Se fosse uma entrevista para jornal impresso, iria faltar papel. Mas vamos lá. Comecei como revisor em O Diário de Mogi, ainda no primeiro ano da faculdade. Na época não havia essa coisa de estágio. Pouco mais de um ano depois passei a repórter de Esportes, em seguida fui para a editoria de Cidades. De lá, levado pelo meu grande mestre Celso de Freitas, me transferi para a antiga Rádio Excelsior, como rádio-escuta, onde tive o privilégio de estar na redação no dia 1º de outubro de 1991, quando a emissora se transformou em Rádio CBN. Lá, fui assistente de produção também. Saí para atuar como assessor de Imprensa do Sindicato dos Hospitais de São Paulo, depois repórter do jornal da Associação Paulista de Medicina. Voltei para a Rádio CBN, sai outra vez para assumir a editoria de Esportes do Diário de Suzano, novo retorno para a CBN (última passagem, mais longa, de quatro anos), repórter do Mogi News. Em 2003, dei um tempo das redações e me aventurei como professor universitário de Jornalismo no Centro Universitário Adventista, em Engenheiro Coelho, região de Campinas, onde também passei quatro anos. Novo retorno para o Mogi News, agora como editor, até assumir a diretoria de Comunicação da Prefeitura de Arujá, por outros quatro anos. Desde 2013, estou editor-chefe do Jornal Popular, com meus sócios Wilson Garcia e Chico Rosas. Ao todo, estou completando em janeiro próximo, 26 anos de estrada.

100C -  O que é melhor, redação ou assessoria de imprensa?
AA - É relativo. Há assessorias muito difíceis de atuar, quase sempre por conta do assessorado, e assessorias mais prazerosas. Assessoria para órgão público sempre é mais fácil porque a geração de informações é automática. Também há redações que são complexas e outras que te dão muita satisfação.

100C - Qual foi a pior e a melhor pauta que você cobriu?
AA - Não acho que exista uma pior pauta. Eu costumava dizer para meus alunos que se você tem o jornalismo como paixão e entende a relevância e a importância do que você faz, cobrir buraco de rua é gratificante porque com a sua intervenção você pode trazer um benefício para o cidadão que está sendo afetado por aquele problema. Melhor pauta, aí sim. A reportagem da qual tenho mais orgulho foi a cobertura do caso de trabalho análogo à escravidão que descobri em 2001, se não me engano, durante a construção do Centro de Detenção Provisória no Taboão, em Mogi das Cruzes. Uma empreiteira buscava trabalhadores no município de Icó, no Ceará, trazia pra cá, tomava os documentos deles e não pagava salários. Recebi a denúncia e descobri os alojamentos onde eles ficavam. Foram meses de denúncias até conseguir que eles tivessem alojamentos e alimentação dignos.

100C - Se possível, destaque três colegas do jornalismo na região que você admira o trabalho.
AA - Tenho muitos amigos na região, embora tenha passado a maior parte da minha carreira fora do Alto Tietê. São tantos profissionais competentes que se eu citar três, certamente vou cometer alguma injustiça por não citar outros. Essa eu passo.

100C - Qual foi a sua maior alegria e a maior decepção com o jornalismo?
AA - Nesses 26 anos de carreira entrevistei muita gente, aprendi sobre muitos assuntos, contribui de alguma forma para denunciar muitos problemas. Mas acho que a maior alegria foi ter tido a oportunidade de ensinar muitos jovens sobre essa profissão que eu amo muito. A maior decepção acho que foi também relacionada ao ensino de jornalismo, quando percebi os cursos de jornalismo estão cada vez mais distantes da realidade do mercado, do dia a dia da profissão e cada vez mais dominadas pelos teóricos, boa parte deles que jamais vivenciou aquilo que escrevem em suas teses. Não consigo enxergam jornalismo desse modo.

100C - Você tem alguma sugestão para o 100 Comunicação?
AA - Senti falta do blog nessa parada. Sempre lia e acompanhava. Agora que voltou, minha sugestão é: não pare mais.

100C - Destaque um ponto positivo e um negativo do 100C.
AA - O conceito de apresentar o dia a dia dos coleguinhas da região é o maior barato. O que pode melhorar? Talvez a frequência de noticias possa ser maior, embora eu sei que não é fácil manter esse trabalho.

100C - O que você mais gosta e o que você mais odeia nas pautas?
AA - Como editor-chefe e professor digo que o melhor das pautas é quando elas são criativas e bem trabalhadas. O pior é quando o repórter não entendeu nada do que a pauta pedia e o material final é de fazer o editor sentar e chorar.

100C - Você tem algum trabalho paralelo ao jornalismo? (ex.: blog, freela, entre outros)
AA - Sem chance. O jornal me toma tanto tempo que mal dá para respirar.

Foto: Arquivo pessoal/Amarildo Augusto

Perguntas para quebrar o gelo:

100C - Conte duas ou mais situações engraçadas que você passou no jornalismo.
AA - Engraçada eu não digo. Curiosa, talvez. Como o blog tem o propósito de mostrar um lado diferente do trabalho jornalístico, talvez valha a pena contar o que jornalistas são capazes de fazer enquanto esperam uma pauta. Na minha primeira passagem pelo Mogi News, eu acompanhava o desfecho de uma crise na Santa Casa de Mogi das Cruzes. Se a memória não me falha, eu acompanhava uma reunião do Conselho Municipal de Saúde, na Prefeitura, em que algumas decisões importantes seriam tomadas. Eu, pelo Mogi News, e os colegas de quase todos os veículos da cidade. Enquanto esperávamos do lado de fora, o assunto futebol surgiu. Nós do Mogi News jogávamos toda semana e nessa conversa soubemos que TV Diário tinha um pessoal também, O Diário de Mogi, idem, Diário de Suzano. Quando um começou a convidar o outro para jogar contra, a pauta demorou tanto que no final nós saímos de lá com I Copa Imprensa de Futsal praticamente organizada. Naquele mesmo ano, oito órgãos de imprensa disputaram a competição, em que nós terminamos em terceiro lugar. Entre os organizadores, junto comigo, estavam os meus queridos amigos, o fotógrafo Cleomar Macedo e o jornalista Alexandre Barreira.

100C - Destaque três atuais e três ex-companheiros de trabalho que você classifica como “fora do normal”, seja pela personalidade, loucura ou coisas do tipo. Explique:
AA - Atuais: Chico Rosas: perspicácia e visão além da conta.
Vou ficar em um só por ser o único profissional com quem atuo mais proximamente.
Ex: Chico Pinheiro, apresentador do Bom Dia Brasil e ex-âncora da CBN: bom humor e competência na medida certa.
Roberto Nonato, âncora da CBN: melhor entrevistador, ao vivo, com quem já atuei.
Nadja Cortes, atual diretora de Comunicação da Prefeitura de Arujá, o melhor texto que já editei.

100C - Não satisfeito em ter optado pelo jornalismo, você ainda arrastou a pobre Carolina Nogueira para a profissão, você pensa em abrir um jornal no estilo “Family News”?
AA - A escolha da Carolina pelo jornalismo foi completa surpresa pra mim. Ela estava no Ensino Médio pela manhã e à tarde ou à noite ela assistia algumas aulas minhas. Um belo dia, ela decidiu que faria Jornalismo também. Eu nunca forcei. Mas, hoje ela tomou juízo e meio que bandeou para a Publicidade. Afinal, alguém tem que ganhar dinheiro nessa família, não é verdade?

Foto: Arquivo pessoal/Amarildo Augusto

Ping Pong

100C – Time
AA - Todo Poderoso Timão, hexacampeão brasileiro em 2015

100C - Desejo
AA - Ser feliz ao lado da minha família

100C - Música
AA - Um bom jazz, um blues, MPB, um pouco de rock clássico

100C - Jornalismo
AA - Paixão

100C - Passado
AA - Me ensinou muito, com coisas boas e várias porradas, e me preparou pra ser o que sou hoje

100C - Presente
AA - Estou curtindo

100C - Futuro
AA - A Deus pertence

100C - Se defina em uma única palavra
AA - Intensidade

100C - Deixe um recado para os alunos sonham ingressar no jornalismo.
AA - Leia jornal todos os dias. Quando você cansar de ler, leia outro jornal. Então descanse um pouquinho lendo mais um jornal.

100C - Sugestão de três nomes que você gostaria de ver nesta seção:
AA - Nadja Cortes, atual diretora de Comunicação da Prefeitura de Arujá
Luciano Amaral, assessor de Imprensa da Prefeitura de Itaquá
Vou ficar devendo o terceiro.

Foto: Arquivo pessoal/Amarildo Augusto

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